Consolidada como coleção a partir de 2010, a Rotonde de Cartier tornou-se a "casa" das peças de alta relojoaria da maison - de caixa redonda clássica, mas dimensionada e desenhada especificamente para acolher complicações mais sérias, como tourbillons, calendários astronómicos ou mecanismos de horas misteriosas, num registo bem mais próximo da manufatura do que das coleções mais decorativas de Cartier.
Ao contrário do Tank ou do Santos, cujo valor está sobretudo na forma e na história, a Rotonde de Cartier distingue-se pelo conteúdo mecânico. Frequentemente com fundo de caixa em safira para exibições muito mais limitadas. É por isso uma peça menos comum no mercado de segunda mão, procurada especificamente por colecionadores focados na vertente de alta relojoaria de Cartier, e não na sua imagem mais reconhecível enquanto marca de design.